quarta-feira, 30 de setembro de 2015

Um partido para cada político

Ao invés de discutir bobagens como reforma política na câmara e no senado (até porque o STF agora acha que pode alterar a constituição na canetada, tornando supérflua a existência da câmara e do senado), nossos políticos deveriam se focar em uma emenda revolucionária: a obrigatoriedade de um partido para cada político, sem coligações.

Veja só as vantagens dessa medida: se por um lado qualquer presidente se veria as voltas com a tarefa ingrata de negociar cargos por apoio, pelo menos estaria instituída a igualdade entre os partidos na banca de negociações. Esse negócio da elite partidária beneficiada com os melhores cargos seria coisa do passado. Qualquer partido humilde, honesto, nascido na periferia, criado com muito suor e trabalho conseguiria igualdade perante a um partido de elite nascido em berço de ouro, com recursos advindos da exploração secular dos pobres. Isso também se refletiria na hora de captar recursos de financiamentos. A igualdade para todos os partidos com certeza deixaria a democracia mais sólida.

Outros benefícios se dariam em âmbito eleitoral. Não haverá mais problemas ideológicos que levam à formação de aberrações em forma de coligações, nem haverá a filiação de indivíduos com idéias políticas opostas às do partido apenas visando a conveniência eleitoral de ambas as partes. De quebra, isso sepultaria de uma vez por todas fenômenos "Tiririca" para puxar votos, pois com um político em cada partido, acaba-se a proporcionalidade nas eleições para o legislativo.

Por fim, os estatutos dos partidos poderão ser muito mais claros do que são hoje. Não haverá mais contradições a fim de abarcar diferentes visões, nem termos genéricos que mais confundem que esclarecem. Após a implantação dessa medida, um partido pode assumir posições polêmicas como a defesa da pena de morte ou do aborto sem medo de melindrar qualquer um de seus membros. Os partidos podem, inclusive, serem bastante específicos em seus programas de governo. Por exemplo, o partido de um candidato taxista pode incluir na convenção do partido defender até a morte a proibição do Über, sem correr o risco de um dia ter que dividir a chapa justamente, veja só que inconveniência, com um motorista do Über.

Por todos esses motivos explicados, acredito que o futuro do Brasil não existe sem passar por essa medida progressista e revolucionária: um partido para cada político.

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